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Quatro influenciadores são alvos de operação da Polícia Civil contra jogos ilegais no Ceará

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Operação Lavagem Digital mira influenciadores no Ceará

A Polícia Civil do Ceará deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação “Lavagem Digital”. O foco da ofensiva são influenciadores digitais suspeitos de promover plataformas ilegais de apostas on-line, com destaque para o popular “Jogo do Tigrinho”. A investigação aponta que o grupo utilizava a influência nas redes sociais para atrair apostadores com a promessa de enriquecimento rápido, prática que esconde uma rede de crimes graves.

Crimes investigados e medidas cautelares

O grupo é investigado por estelionato, exploração de jogos de azar, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro. Embora não tenham sido realizadas prisões preventivas até o momento, a Justiça impôs medidas rígidas. Uma das influenciadoras investigadas terá que utilizar tornozeleira eletrônica, enquanto os outros três alvos foram submetidos a mandados de busca e apreensão.

A Polícia Civil identificou os alvos como Caroline Pereira Duarte, Anderson Manoel de Souza, Kauê Diogo Pereira Cavalcante e Jesus Kléberson Lourenço da Silva. Segundo as autoridades, parte dos valores obtidos com a atividade ilícita era reinvestida na compra de imóveis para ocultar o patrimônio, configurando a lavagem de dinheiro.

Bloqueio de bens e suspensão das redes

A operação, coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior Sul (DRACO-SUL), resultou em decisões judiciais contundentes para desarticular o esquema. Entre as determinações estão o bloqueio de R$ 2 milhões em contas bancárias dos suspeitos e a indisponibilidade de três imóveis.

Além disso, a Justiça ordenou a suspensão dos perfis dos envolvidos nas redes sociais, visando cessar imediatamente a divulgação dos jogos clandestinos. Os dispositivos eletrônicos e documentos apreendidos passarão por perícia técnica. O objetivo é rastrear toda a movimentação financeira, individualizar as condutas de cada envolvido e identificar possíveis novos cúmplices no esquema criminoso.

As investigações continuam em curso e a Polícia Civil ressalta que novas diligências poderão ser realizadas à medida que os dados extraídos dos aparelhos forem analisados.


Informações baseadas no portal G1 Ceará.

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