Mercado financeiro fecha em cautela com dólar em alta
O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira (16) sob um clima de incerteza. O dólar voltou a se valorizar frente ao real, aproximando-se da marca de R$ 5,10, impulsionado por um cenário internacional instável e pelos impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras. A Bolsa de Valores acompanhou o pessimismo, registrando queda superior a 1%.
Dólar impulsionado pelo cenário externo
O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,098, uma alta de 0,40%. Embora tenha atingido um pico de R$ 5,11 durante a tarde, a moeda perdeu um pouco de força no fechamento. Apesar da oscilação positiva desta quinta-feira, a divisa ainda acumula uma queda de 7,12% no decorrer de 2026.
A força da moeda americana reflete indicadores robustos da economia dos EUA, que reforçam a expectativa de que os juros permaneçam elevados por mais tempo. Dados do mercado de trabalho e do setor de varejo americano vieram acima das expectativas, fortalecendo o dólar globalmente em detrimento de moedas de países emergentes. No Brasil, o foco dos investidores permanece na nova taxa de 25% aplicada pelos EUA sobre produtos brasileiros, gerando apreensão sobre o fluxo cambial.
Ibovespa em queda
O índice Ibovespa, principal termômetro da B3, fechou aos 173.825 pontos, um recuo de 1,24%. O movimento reflete a aversão ao risco observada em Wall Street e o temor doméstico em relação ao “tarifaço” americano, além das incertezas sobre como o governo brasileiro reagirá a essas medidas. A queda foi puxada, sobretudo, pelas ações da Petrobras, que sentiram o peso do mercado de energia, e pelas mineradoras, prejudicadas pela desvalorização do minério de ferro.
Petróleo desafia tensões geopolíticas
Mesmo com a escalada das tensões no Oriente Médio — que incluem novas ameaças a rotas estratégicas como o Mar Vermelho e o Estreito de Ormuz —, os preços do petróleo fecharam em queda. O Brent encerrou cotado a US$ 84,23 (-0,85%), enquanto o WTI terminou a US$ 78,95 (-0,82%).
O mercado segue em alerta máximo quanto a possíveis interrupções no fornecimento global da commodity, mas a volatilidade do dia foi ditada pela realização de lucros e pela cautela generalizada dos investidores. O risco geopolítico continua sendo um fator central de atenção para o setor nos próximos dias.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.

