Descaso ambiental no Rio
Duas empresas do setor de reparo naval, a Selano Trade Reparos Navais e a PSA Reparos Navais, estão na mira da Justiça. O Ministério Público Federal (MPF) protocolou uma denúncia contra as companhias por operarem um estaleiro sem licença ambiental no bairro do Caju, na zona portuária do Rio de Janeiro, durante sete anos.
Risco e poluição nas águas
Segundo a investigação, iniciada após fiscalização do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em fevereiro de 2025, o local funcionava de maneira clandestina, acumulando resíduos oleosos, cilindros de gás e substâncias inflamáveis. O material era mantido de forma precária, permitindo que poluentes atingissem diretamente as águas da Baía de Guanabara, causando danos ambientais graves.
Multa milionária para reparar o dano
A denúncia detalha que o estaleiro, que operou entre 2018 e 2025, realizava manutenção de embarcações mesmo sem qualquer autorização dos órgãos competentes. O laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli confirmou as irregularidades, apontando o armazenamento inadequado próximo às margens da baía.
Na ação penal, o MPF pede à Justiça que as empresas sejam condenadas a pagar, no mínimo, R$ 1,45 milhão a título de reparação ambiental. O valor equivale a 50% dos lucros estimados com a atividade ilegal. O portal Itarema Direto reforça que o espaço segue aberto para que as empresas envolvidas apresentem suas defesas.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

