Compromisso com o futuro
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública deram um ultimato aos candidatos das eleições de 2026: é hora de colocar a proteção de crianças e adolescentes no centro do debate político. A iniciativa busca exigir planos concretos de governo que vão muito além de promessas superficiais ou medidas punitivistas simplistas.
Dados alarmantes exigem ação urgente
Apesar de uma queda de 10,8% nas mortes violentas intencionais entre 2024 e 2025, o Brasil ainda registra um cenário devastador. Foram mais de 2 mil ocorrências no último ano, o que representa, em média, cinco mortes por dia. A maioria das vítimas são adolescentes negros, mas a violência não poupa os mais novos: centenas de crianças com até 11 anos também perderam a vida.
Contra o discurso raso
Especialistas alertam para o perigo da banalização da violência. Segundo Layla Saad, representante adjunta do Unicef, as propostas eleitorais precisam ser baseadas em evidências e não em respostas reativas que apenas atacam os sintomas, mas ignoram as causas estruturais. O debate sobre a maioridade penal, frequentemente usado como solução mágica, é refutado pelos especialistas, que defendem uma política nacional de prevenção coordenada entre União, estados e municípios.
A realidade dos abusos
O sociólogo Cauê Martins destaca a necessidade vital de transparência nos dados de segurança. Um ponto crucial é desmistificar o local do perigo: no Brasil, a maioria dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes ocorre dentro de casa e é cometida por pessoas próximas, derrubando o mito de que o agressor é sempre um estranho nas ruas.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

