Desfecho no PSB
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) oficializou a expulsão de Carlos Alberto Queiroz, conhecido como Bebeto do Choró, das fileiras da legenda. A decisão, concluída em agosto deste ano, seguiu os trâmites do conselho de ética do partido após o político se tornar o centro de investigações da Polícia Federal por crimes de corrupção e fraude.
Um rastro de irregularidades
Bebeto, que chegou a ser eleito prefeito de Choró em 2024 mas não assumiu o cargo, é acusado de liderar um esquema sofisticado de desvio de emendas parlamentares e fraudes em licitações que movimentou centenas de milhões de reais em diversas prefeituras cearenses. Segundo a Polícia Federal, o ex-prefeito intermediava o repasse de verbas federais exigindo uma fatura de 12% a 15% do valor total dos recursos.
Foragido da Justiça
Desde dezembro de 2024, Bebeto Queiroz mantém paradeiro desconhecido. Mesmo após ser preso temporariamente e solto pouco depois, o político teve um novo mandado de prisão expedido por outros crimes e não foi mais localizado pelas autoridades. O esquema, que teria contado com a participação de figuras políticas influentes, incluía o uso de empresas de fachada para lavar dinheiro e financiar campanhas eleitorais de aliados em cerca de 50 municípios do estado.
Impacto político
A investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) aponta que o grupo operava uma rede que se retroalimentava: as emendas financiavam campanhas que, uma vez vitoriosas, garantiam contratos lucrativos para as mesmas empresas envolvidas na fraude. Enquanto a Justiça mantém o mandado de prisão em aberto, a defesa do ex-prefeito limita-se a declarar que se manifestará apenas nos autos dos processos.
Edição: Portal Itarema Direto.
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