Proposta polêmica na campanha
Durante agenda de campanha em Fortaleza neste domingo (6), o candidato à presidência pelo partido Missão, Renan Santos, defendeu uma medida extrema para o Ceará: o decreto de Estado de Defesa. A proposta, segundo o presidenciável, teria como foco central o combate ao crime organizado e a expulsão de facções que, segundo ele, têm represado o desenvolvimento econômico do estado.
Combate ao crime e foco no desenvolvimento
Renan Santos criticou duramente o avanço da criminalidade, citando como exemplo o impacto negativo das facções no entorno do Porto do Pecém. O candidato argumentou que o Ceará possui um potencial logístico e tecnológico inexplorado, mas que a insegurança afasta investimentos. "A gente sabe muito bem que o Comando Vermelho está tomando todo o entorno do Porto de Pecém, o que é um absurdo para um polo com potencial de exportação e tecnologia", afirmou.
O que diz a Constituição
Embora a proposta de Renan Santos soe como uma solução rápida, o Estado de Defesa é um instrumento jurídico previsto na Constituição Federal apenas para situações excepcionais, como grave e iminente instabilidade institucional ou calamidades de grandes proporções. A medida permite restrições temporárias a direitos fundamentais, como o sigilo de comunicações e a liberdade de reunião, e precisa ser submetida ao crivo do Congresso Nacional em até 24 horas.
Aposta na economia cearense
Além da segurança, o candidato reforçou a necessidade de transformar o Ceará na nova locomotiva do Brasil. Ele destacou o papel estratégico das energias renováveis, da infraestrutura de fibra óptica e a chegada do ITA ao estado como pilares para reter capital humano qualificado. No entanto, para o presidenciável, o primeiro passo para o sucesso econômico é garantir a ordem pública e eliminar a influência do crime organizado na vida cotidiana dos cearenses.
Edição: Portal Itarema Direto.
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