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Brasil no Pisa 2025: entenda por que o ‘avanço’ na educação ainda é motivo de alerta

Brasil e Mundo

A ilusão do avanço

O desempenho brasileiro no Pisa 2025 trouxe números que podem enganar à primeira vista. Embora o país tenha reduzido a distância em relação aos países da OCDE, especialistas alertam: essa aproximação não é fruto de uma evolução consistente do ensino brasileiro, mas sim do retrocesso nos resultados de nações que antes lideravam o ranking. O Brasil permanece estagnado em um patamar de aprendizagem preocupante, especialmente em matemática, onde os estudantes brasileiros acumulam um atraso equivalente a quase cinco anos escolares em comparação às nações desenvolvidas.

Desafios persistentes na sala de aula

Os dados revelam uma realidade crua: apenas 28% dos alunos brasileiros atingiram o nível mínimo de proficiência em matemática. Além disso, a desigualdade socioeconômica continua sendo um abismo no acesso ao conhecimento. Em ciências, a disparidade de desempenho entre os estudantes mais ricos e os mais pobres chega a 96 pontos, o que equivale a quase cinco anos de aprendizado de diferença.

Tecnologia e o desafio da concentração

Um ponto de destaque no levantamento de 2025 foi o uso de tecnologia. O Brasil registrou um salto expressivo na restrição de celulares em sala de aula, passando de 37% para 81% das escolas com políticas de proibição, um índice que supera a média dos países da OCDE. No entanto, o cenário de distração digital ainda é crítico: 46% dos alunos já utilizam Inteligência Artificial para estudos, enquanto problemas como a ‘leitura apressada’ e a dificuldade de interpretação profunda continuam a minar o desenvolvimento crítico da nova geração.

Educação como prioridade nacional

Mais do que focar em números relativos, a conclusão dos especialistas é clara: o Brasil carece de uma estratégia que promova ganhos reais de escala. O desafio atual vai além de apenas garantir a matrícula; é preciso transformar o ensino para que os jovens não apenas tenham acesso à informação, mas que desenvolvam a capacidade de raciocinar com autonomia e profundidade, ferramentas indispensáveis para o mercado e a cidadania no século XXI.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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