O desafio da consolação em Miami
A disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo, neste sábado (18), às 18h, em Miami, representa mais do que um jogo de protocolo para a França. Após ver o sonho do título ser interrompido na semifinal pela Espanha, os franceses buscam fechar sua participação com uma vitória que valide o excelente desempenho técnico apresentado ao longo de todo o torneio. O duelo contra a Inglaterra serve como um selo de reconhecimento para um elenco que dominou as estatísticas e fascinou o público, mas que acabou ficando pelo caminho na briga pelo troféu.
Números impressionantes e o brilho de Mbappé
A França chega à reta final com o segundo melhor ataque da competição, contabilizando 16 gols em sete partidas. O grande destaque individual é Kylian Mbappé, que divide a artilharia da Copa com Lionel Messi, ambos com oito gols. O camisa 10 francês vive a expectativa de quebrar um jejum histórico: caso balance as redes mais uma vez, será o primeiro jogador desde o alemão Gerd Müller, em 1970, a marcar mais de oito vezes em uma única edição do Mundial.
O domínio francês também aparece nos dados de finalização da FIFA. A equipe não apenas liderou o número de tentativas ao gol (120), como também foi a mais precisa, exigindo o maior trabalho dos goleiros adversários. Sob o comando de Didier Deschamps, o trio ofensivo formado por Mbappé, o atual melhor do mundo Ousmane Dembélé e o maestro Michael Olise, provou ser uma das gerações mais talentosas da história recente do futebol francês.
Um legado de equipes que encantaram o mundo
A história das Copas reserva um lugar especial para seleções que, embora não tenham erguido a taça, deixaram marcas profundas pelo futebol vistoso. O exemplo clássico é a Hungria de 1954, liderada por Ferenc Puskás. Com um ataque arrasador, os húngaros chegaram à final como favoritos absolutos, mas foram surpreendidos pela Alemanha Ocidental, consolidando o estigma do “vice-campeão que jogou o melhor futebol”.
Outro caso emblemático é a Holanda de 1974. A “Laranja Mecânica” de Johan Cruijff revolucionou o esporte com seu futebol total e sem posições fixas, conquistando o planeta antes de cair na final diante dos donos da casa. O Brasil de 1982, comandado por Telê Santana, segue como a maior referência nacional neste quesito. Com um meio-campo brilhante formado por Zico, Falcão, Sócrates e Júnior, a Seleção Brasileira encantou o mundo, mas acabou eliminada precocemente em uma das partidas mais tristes e memoráveis da história do esporte contra a Itália.
Para a França de 2026, vencer a Inglaterra não apaga a frustração pela eliminação, mas garante que essa talentosa geração não seja lembrada apenas pela queda na semifinal, mas pela excelência técnica e pelo legado de um futebol ofensivo que marcou a edição.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.

