A final da Copa do Mundo, que acontece neste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), em Nova Jersey, coloca frente a frente os gigantes Lionel Messi e Lamine Yamal. Embora o protagonismo desses dois nomes domine o noticiário, o caminho até a decisão para Argentina e Espanha foi pavimentado por atletas cujos nomes raramente estampam as manchetes principais, mas cuja importância é vital para o equilíbrio tático de suas seleções.
O alicerce defensivo da Argentina
Na Argentina, a dependência de Messi é evidente — o camisa 10 esteve envolvido em 12 dos 19 gols da Albiceleste na competição. Contudo, o sistema defensivo tem sido a rocha que permite ao ataque brilhar. Cristian Romero é o grande expoente desse setor. Segundo o Power Ranking da Fifa, o zagueiro ostenta a sexta melhor nota entre todos os jogadores do torneio, com uma atuação impecável na semifinal contra a Inglaterra.
Ao lado de Romero, Lisandro Martínez tem superado sua baixa estatura com um posicionamento de elite e uma qualidade incomum na saída de bola. Seus lançamentos precisos foram gatilhos essenciais para momentos cruciais do Mundial. Já no meio-campo, Alexis Mac Allister se consolidou como uma arma secreta: mesmo sem ser um gigante, tornou-se uma ameaça aérea constante e um elemento surpresa que as defesas adversárias têm tido dificuldade em controlar.
A segurança e a eficácia da Espanha
Do lado espanhol, o foco é a consistência. Com apenas um gol sofrido em todo o torneio, a Espanha construiu uma muralha. Pedro Porro, que ocupou a lateral-direita com autoridade, figura como o segundo melhor defensor do torneio na avaliação da Fifa, ficando atrás apenas de Rodri. Além de proteger seu setor, Porro tem se mostrado um aliado ofensivo fundamental para Lamine Yamal.
No ataque, a Fúria conta com a versatilidade de Mikel Merino, especialista em gols decisivos que, vindo do banco, garantiu resultados apertados durante o mata-mata. Somado a ele, Mikel Oyarzabal tem sido a peça mais letal da equipe. Com cinco gols na Copa e um histórico impecável — ele marcou em todas as seis finais que disputou na carreira —, Oyarzabal é o tipo de jogador que entende como ninguém a responsabilidade de uma decisão.
Ao soar o apito final em Nova Jersey, o mundo pode estar celebrando a magia de Messi ou o surgimento definitivo de Yamal. No entanto, é muito provável que o troféu seja decidido pelos pés ou pela cabeça de um desses heróis “invisíveis”, que silenciosamente sustentaram o sonho de suas nações até o maior palco do futebol mundial.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.

