Fé e devoção em Juazeiro do Norte
O Largo da Capela do Socorro, em Juazeiro do Norte, amanheceu lotado nesta segunda-feira (20). Milhares de fiéis se reuniram para a primeira missa de encerramento da Romaria que marca os 92 anos da morte do Padre Cícero Romão Batista. A celebração foi conduzida pelo bispo da Diocese de Crato, Dom Magnus Henrique Lopes, e contou com uma multidão vestida de preto e usando chapéus de palha, símbolos icônicos que representam a identidade e a devoção do sertanejo ao “Padim”.
O simbolismo do horário das 6h
A missa realizada às 6h da manhã carrega uma carga emocional profunda para os devotos. O horário coincide com o momento exato em que o sacerdote faleceu, em 20 de julho de 1934, aos 90 anos. É justamente esse marco histórico que deu origem à tradicional missa do dia 20, realizada mensalmente para manter viva a memória e o legado do religioso.
Programação e expectativa de público
Para aqueles que não conseguiram acompanhar a celebração inicial, a programação religiosa segue intensa ao longo do dia. Outras quatro missas estão marcadas para as 10h, 12h, 16h e 18h, encerrando oficialmente as homenagens deste ano. A expectativa da Secretaria de Turismo e Romaria é que cerca de 100 mil pessoas passem por Juazeiro do Norte durante o período, que teve início no último dia 17.
Legado e esperança de canonização
O costume de visitar o túmulo do Padre Cícero para rezar, agradecer graças alcançadas e renovar promessas é uma tradição que atravessa gerações, atendendo ao último pedido do religioso aos seus amigos e familiares. Enquanto a fé dos devotos se fortalece, o processo oficial de beatificação e canonização do “Padim” segue em análise no Vaticano, mantendo viva a expectativa de milhões de cearenses e nordestinos.
Edição: Portal Itarema Direto.

