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Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

Brasil e Mundo Economia

A economia brasileira registrou um crescimento de 0,7% em maio na comparação com o mês anterior, conforme apontam os dados do Monitor do PIB, divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado interrompe a instabilidade observada nos meses anteriores e reforça a relevância do mercado interno para o país.

Consumo das famílias sustenta o PIB

O desempenho positivo de maio foi impulsionado majoritariamente pelo consumo das famílias. No trimestre encerrado em maio, esse segmento avançou 3,3%, atingindo seu maior patamar desde o final de 2024. Segundo a FGV, mais de 60% dessa alta é proveniente da demanda por serviços e bens duráveis.

Apesar do alívio trazido pelo consumo, economistas alertam para fragilidades estruturais. A dependência excessiva desse componente, somada à queda nas exportações e nos investimentos, sinaliza um cenário de alerta. Enquanto o setor de serviços apresenta resiliência, a indústria mostra estagnação e o setor agropecuário busca fôlego após um período de retrações.

Sinais de desaceleração a longo prazo

Embora o crescimento mensal traga otimismo pontual, o indicador acumulado em 12 meses revela uma perda de ritmo. A taxa de 1,7% registrada atualmente é significativamente inferior aos 3,8% observados no mesmo período do ano passado, indicando uma trajetória de arrefecimento da atividade econômica.

Outros pilares do PIB também enviaram sinais mistos. As exportações cresceram 4,3%, o ritmo mais lento desde o segundo trimestre de 2025, impactadas por um desempenho mais fraco da indústria extrativa mineral. Por outro lado, a Formação Bruta de Capital Fixo — que mede investimentos em máquinas e equipamentos — avançou 2%, refletindo uma taxa de investimento estimada em 18,6% para o mês de maio.

Expectativas e balanço oficial

O Monitor do PIB da FGV serve como um termômetro ágil para a economia, mas o dado oficial definitivo continua a ser o do IBGE. Enquanto o mercado financeiro, por meio do relatório Focus, estima um crescimento de 1,99% para o acumulado de 2026, o Ministério da Fazenda mantém uma previsão ligeiramente mais otimista, de 2,3%.

O próximo dado oficial do PIB, referente ao segundo trimestre deste ano, está programado para ser divulgado pelo IBGE no dia 1º de setembro. Até lá, o setor produtivo e os analistas acompanham de perto se o fôlego do consumo das famílias será suficiente para compensar a retração em outras áreas da economia.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.

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