O mercado financeiro brasileiro fechou o dia com movimentos distintos entre o câmbio e a bolsa. Enquanto o dólar recuou, impulsionado pela força do real e pelo cenário externo, o Ibovespa enfrentou seu quarto dia consecutivo de perdas, pressionado pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio.
Dólar fecha abaixo de R$ 5,09
A moeda norte-americana encerrou o pregão em queda de 0,42%, cotada a R$ 5,089. O recuo reflete a atratividade do Brasil para investidores estrangeiros, que buscam os elevados juros internos para realizar operações de carry trade. Além disso, a valorização do petróleo impulsionou as exportações brasileiras, reforçando a entrada de divisas no país e favorecendo o real.
Bolsa em queda pelo quarto dia
O Ibovespa fechou o dia aos 173.371 pontos, uma baixa de 0,20%. Embora o índice tenha operado no campo positivo pela manhã, o clima de cautela predominou ao longo da tarde. Mesmo com o setor de petróleo, liderado pela Petrobras, apresentando desempenho positivo, a valorização não foi capaz de compensar as perdas expressivas registradas por grandes mineradoras, que puxaram o índice para baixo.
Tensão global dita o ritmo
O desempenho dos ativos foi diretamente influenciado pelo cenário internacional. O mercado iniciou o dia otimista com propostas de mediação para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã. Contudo, o otimismo arrefeceu após declarações mais incisivas do presidente Donald Trump. Essa instabilidade também impactou o preço do petróleo, que fechou em alta com o barril Brent cotado a US$ 89,22, refletindo os riscos persistentes na logística de transporte marítimo global e no Estreito de Ormuz.
Resumo dos indicadores
Confira como ficaram os principais ativos ao final do pregão:
• Dólar à vista: -0,42% (R$ 5,089)
• Ibovespa: -0,20% (173.371 pontos)
• Petróleo Brent: +1,27% (US$ 89,22)
• Petróleo WTI: +0,85% (US$ 82,48)
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.

