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Duas pessoas são indiciadas por compartilharem vídeo íntimo gravado por mulher com adolescente no Ceará

Ceará

Desdobramentos do escândalo em Aurora

O caso do vídeo íntimo que chocou o município de Aurora, no interior do Ceará, ganhou um novo capítulo. A Polícia Civil indiciou formalmente mais duas pessoas por compartilharem as imagens gravadas por uma mulher de 27 anos com um adolescente de apenas 13. Embora o cerco esteja se fechando, as identidades dos novos investigados seguem mantidas em sigilo pelas autoridades.

A rota criminosa do vazamento

A gravação, que culminou na prisão de Thays Benício Carneiro no último sábado (18), foi feita inicialmente no dia 8 de julho. A suspeita teria arquitetado a cena e enviado o arquivo diretamente ao seu ex-companheiro em uma tentativa de provocar ciúmes. As investigações revelaram que a disseminação criminosa começou exatamente aí. Os dois indiciados são o próprio ex-companheiro, que foi o primeiro receptor da mídia, e uma amiga de Thays, que recebeu o vídeo através dele e decidiu repassá-lo adiante.

O rigor da lei contra o compartilhamento

A Delegacia de Aurora embasou os indiciamentos no rigor do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A legislação brasileira não deixa brechas: tanto a produção quanto a distribuição de cenas de sexo envolvendo menores de idade são crimes intoleráveis. O ato de compartilhar, transmitir ou disponibilizar esse tipo de material tem pena prevista de três a seis anos de reclusão, além de multa. O indiciamento formaliza as suspeitas da polícia nesta fase investigativa, e os trabalhos seguem para esclarecer toda a extensão da culpa dos envolvidos.

Prisão preventiva decretada

Enquanto a rede de compartilhamento é investigada, a situação da principal suspeita se agrava na Justiça. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) informou que Thays Benício Carneiro passou por audiência de custódia no domingo (19). O juízo da Comarca de Aurora agiu rápido e decretou a conversão da prisão para o regime preventivo, garantindo que a mulher permaneça atrás das grades.

O TJCE ressaltou que, para resguardar a integridade do adolescente em conformidade com o ECA, o caso continuará sob rigoroso sigilo legal. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) endossou a operação, reiterando a prisão da autora do vídeo por estupro de vulnerável.


Edição: Portal Itarema Direto.

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