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Irã informa ter atacado central de dados da Amazon no Bahrein

Brasil e Mundo

O cenário geopolítico no Oriente Médio atingiu um nível crítico nesta terça-feira (21). A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã reivindicou a destruição de uma central de dados da Amazon no Bahrein, alegando ter atingido a estrutura com mísseis de cruzeiro. A empresa, que é um pilar estratégico para o armazenamento de dados de governos e companhias na região, ainda não se manifestou.

Confrontos se expandem

O ataque ao Bahrein não foi um caso isolado. O governo local descreveu a ação iraniana como “ilegal” e afirmou ter neutralizado diversas investidas aéreas contra o país. Paralelamente, o Irã declarou ter bombardeado radares de defesa antimíssil dos Estados Unidos no Kuwait, na Base Aérea de Jaber, e anunciou ataques contra bases norte-americanas na Jordânia, reportando baixas entre militares dos EUA na região de al-Rukban.

Resposta dos EUA e ameaças nucleares

Em resposta à ofensiva, o Comando Central dos Estados Unidos confirmou uma nova onda de ataques visando degradar o poderio militar iraniano, incluindo instalações navais, locais de lançamento de mísseis e sistemas de defesa aérea. O presidente Donald Trump elevou o tom da retórica ao ameaçar diretamente o complexo nuclear de Montanha Pickaxe, próximo a Natanz. Em declaração pública, o líder americano afirmou que um ataque àquela área ocorrerá em breve e será feito “com muita força”.

Impacto na economia global

A instabilidade na região gerou uma reação imediata no mercado financeiro. Após atingir baixas no início de julho, o preço do barril de petróleo Brent saltou 2%, chegando a US$ 90. A preocupação é amplificada pelo bloqueio naval anunciado pelos houthis — aliados do Irã — contra a Arábia Saudita no Estreito de Bab el-Mandeb, rota vital para o transporte de combustíveis.

Alerta para o abastecimento

Especialistas e órgãos internacionais temem o colapso logístico. O fechamento total do Estreito de Bab el-Mandeb poderia comprometer 7% do suprimento mundial de petróleo, enquanto o Estreito de Ormuz controla cerca de 20% de todo o comércio global da commodity. O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, manifestou profunda preocupação com a segurança do abastecimento global, alertando que as ameaças às rotas marítimas trazem um nível de incerteza sem precedentes para o mercado.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.

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