Um policial civil está sob investigação após ter efetuado um disparo de arma de fogo contra um cliente durante uma confusão em um bar no bairro de Fátima, em Fortaleza. O episódio ocorreu no último domingo (19) e reacendeu o debate sobre a presença de armas em ambientes de lazer no Ceará.
Investigação em curso
A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) confirmou a abertura de um inquérito para apurar o crime de lesão corporal. O caso foi encaminhado para a Delegacia de Assuntos Internos (DAI), vinculada à Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD). Em nota oficial, o órgão informou que um Procedimento Administrativo Disciplinar também foi instaurado para investigar a conduta do agente. Por envolver servidor público e questões disciplinares, o processo tramita sob sigilo.
O conflito no estabelecimento
O incidente aconteceu na área externa do bar Sr. Petisco, localizado na rua Barão de Aratanha. Embora a ocorrência tenha terminado com um cliente ferido, não foram divulgados detalhes sobre a motivação da briga ou o atual estado de saúde da vítima. O Instituto Dr. José Frota (IJF) não retornou os contatos da reportagem para atualizar o quadro clínico do homem baleado. A administração do bar informou que já prestou depoimento às autoridades e entregou as imagens do circuito interno de segurança para auxiliar nas investigações.
Debate sobre segurança em bares
O caso trouxe à tona a preocupação da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE). A entidade reforçou que o Estatuto do Desarmamento garante o porte funcional de armas para policiais, inclusive fora de serviço, uma prerrogativa que estabelecimentos privados não têm poder legal para restringir.
A Abrasel ponderou, no entanto, que a legislação exige que o porte seja acompanhado de decoro e disciplina, sendo terminantemente proibido o manuseio de armas sob efeito de álcool. “O setor enfrenta o desafio diário de equilibrar o direito assegurado por lei ao policial armado com a responsabilidade de garantir um ambiente seguro para todos, muitas vezes sem ferramentas efetivas para impedir abusos ou intervir preventivamente em conflitos dessa natureza”, pontuou a entidade em nota.
Edição: Portal Itarema Direto.
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