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Gastos com apostas online no Rio chegam a R$ 2,2 bilhões anualmente

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Um levantamento recente realizado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFEC) traz um alerta sobre o impacto das apostas online na economia do Rio de Janeiro. Segundo os dados, os moradores da região metropolitana destinam anualmente R$ 2,2 bilhões a essas plataformas — um montante que, na prática, deixa de circular no comércio local e em outros setores essenciais.

O peso das apostas no orçamento

Para se ter uma ideia da magnitude desse valor, o gasto anual com apostas equivale a mais de três vezes a movimentação financeira projetada para as compras de Natal na região. A pesquisa, que ouviu 1.024 pessoas, aponta que quase um em cada quatro moradores (22,7%) já se aventurou em jogos virtuais, com um gasto médio individual de R$ 1,2 mil por ano.

Perfil do apostador e preferências

As apostas esportivas, conhecidas como “bets”, lideram a preferência do público, sendo mencionadas por 60,9% dos apostadores. Logo atrás, aparecem os cassinos virtuais e o popular “jogo do tigrinho”, citados por 49,4%. O público é majoritariamente masculino (65,6%), concentrado na faixa etária de 25 a 34 anos (36,1%) e composto predominantemente por pessoas com ensino médio completo e renda mensal entre um e dois salários mínimos.

O que mais preocupa os especialistas é a motivação por trás do jogo: quase metade dos entrevistados (48,7%) aposta na esperança de retorno financeiro, vendo o jogo como uma forma de investimento ou de obter dinheiro rápido. Entre esse grupo, 70% admitem utilizar o próprio salário mensal para arriscar a sorte, comprometendo o orçamento doméstico básico.

Falta de segurança e novos alertas

Outro ponto crítico levantado pelo estudo é a imprudência digital: 48,5% dos jogadores não se preocupam em verificar se o site de apostas possui autorização ou é legalizado, o que eleva os riscos de golpes e fraudes.

Diante do crescimento acelerado do setor, o poder público tem tentado intervir. Desde 13 de julho, a Prefeitura do Rio proibiu a exibição de publicidade de bets em espaços públicos, mobiliários urbanos e locais sob concessão municipal. Paralelamente, o Ministério da Fazenda determinou que todas as campanhas publicitárias de apostas devem exibir alertas claros sobre os riscos de dependência, seguindo um modelo rigoroso similar ao que já é aplicado a cigarros e bebidas alcoólicas, reforçando que “apostar pode causar dependência e não é investimento”.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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