Eco Invest Brasil abre 5ª rodada de financiamento para inovação
O Ministério da Fazenda oficializou, nesta terça-feira (28), as regras para o quinto leilão do programa Eco Invest Brasil. O manual operacional, já disponível para consulta pública, estabelece as diretrizes para que instituições financeiras participem desta nova rodada, focada em financiar projetos de tecnologia e desenvolvimento industrial voltados à transição ecológica do país.
A iniciativa complementa as normativas da Portaria 1.782, definindo critérios rigorosos de habilitação, procedimentos de submissão de propostas e as responsabilidades das entidades participantes. O objetivo central é alavancar tecnologias que favoreçam a descarbonização da economia e fortaleçam a competitividade da indústria nacional.
Foco em áreas estratégicas
Nesta edição, o leilão prioriza seis cadeias produtivas essenciais para o futuro da economia verde brasileira:
- Fertilizantes e combustíveis verdes avançados;
- Automação e inteligência artificial aplicadas à produção;
- Beneficiamento de minerais críticos;
- Sistemas de armazenamento de energia e baterias;
- Química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais.
Novos modelos de financiamento
Para aproximar o setor acadêmico, startups e investidores, o programa introduz três novos mecanismos financeiros adaptados aos diferentes estágios de maturação dos projetos:
- Fundos de inovação especializados por cadeia produtiva;
- Crédito corporativo para projetos já maduros comercialmente;
- Recursos não reembolsáveis voltados à pesquisa aplicada e ao empreendedorismo tecnológico.
Como participar do leilão
As instituições financeiras interessadas devem seguir rigorosamente os prazos e requisitos documentais detalhados no Manual Operacional. Todo o material de apoio, bem como as orientações complementares, estão disponíveis para consulta no portal oficial do Tesouro Nacional.
O papel do Eco Invest Brasil
O programa opera através do modelo de blended finance (financiamento misto), onde o governo utiliza recursos públicos para mitigar riscos, tornando os projetos mais atraentes para o capital privado. A iniciativa, que é um dos pilares do Plano de Transformação Ecológica do governo federal, conta com a coordenação dos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente, além do suporte estratégico do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Embaixada do Reino Unido.
Histórico de investimentos
O sucesso das edições anteriores consolida o Eco Invest Brasil como um motor de desenvolvimento sustentável. Até o momento, o programa apresenta resultados expressivos:
- As três primeiras rodadas mobilizaram R$ 127 bilhões, sendo R$ 56 bilhões provenientes do mercado internacional;
- 41 projetos já foram beneficiados nos ciclos iniciais;
- O quarto leilão, realizado em maio, garantiu R$ 13,2 bilhões em aportes, com R$ 9 bilhões direcionados especificamente à região da Amazônia Legal.
Com este novo edital, a expectativa do governo é intensificar o financiamento à inovação, consolidando projetos que gerem impactos ambientais, tecnológicos e econômicos duradouros para o Brasil.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

