Reviravolta em caso histórico
A Justiça do Ceará determinou, nesta terça-feira (4), a anulação da sentença contra o tenente da Polícia Militar José Oliveira do Nascimento, um dos nomes centrais no processo da Chacina do Curió. O militar, que havia sido condenado a 210 anos de prisão por uma série de crimes, incluindo homicídios e tortura, terá direito a um novo julgamento pelo Tribunal do Júri.
Entenda o caso
O episódio, ocorrido em 12 de novembro de 2015, chocou o estado ao deixar 11 mortos na periferia de Fortaleza. A maioria das vítimas era composta por jovens com idades entre 16 e 18 anos, sem histórico criminal. De acordo com as investigações do Ministério Público, a ação teria sido motivada por uma retaliação após a morte de um policial.
Defesa alega cumprimento de ordens
A anulação ocorreu após recurso da defesa, que argumentou que a condenação inicial estava em desacordo com as provas dos autos. Em sua argumentação, os advogados sustentaram que os policiais envolvidos cumpriam ordens de superiores para realizar diligências na região e não teriam agido por vontade própria. O tribunal acatou o pedido, abrindo caminho para um novo embate judicial.
Redução de pena
Além da anulação do julgamento de José Oliveira, a Justiça também decidiu reduzir a pena de outro réu do caso, José Wagner Silva de Souza. Condenado anteriormente por tortura a 13 anos e 5 meses, ele teve sua sentença reajustada para 8 anos, 7 meses e 25 dias de reclusão. O Tribunal de Justiça do Ceará informou que aguarda a formalização do acórdão para prestar novos esclarecimentos sobre o desdobramento jurídico do massacre.
Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução.

