Caos no transporte sobre trilhos
A terça-feira (4) foi marcada por um cenário de caos na mobilidade urbana de São Paulo. Passageiros que dependem diariamente dos trens metropolitanos enfrentaram um dia de sufoco devido à paralisação dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A greve atingiu diretamente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, deixando cerca de um milhão de pessoas sem sua alternativa habitual de transporte.
Privatização no centro do debate
O movimento grevista tem como principal motivação a revisão do processo de privatização das linhas. A categoria questiona a gestão e os impactos da concessão, que tem sido marcada por polêmicas recentes, incluindo atrasos operacionais e um incêndio em uma das composições. Diante do cenário, o governo estadual retomou temporariamente, por um período de 90 dias, a operação que estava sob responsabilidade da empresa Trivia.
Trânsito travado e prejuízo na rotina
A ausência dos trens gerou um efeito dominó nas vias da capital. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o congestionamento chegou a superar a marca de dois mil quilômetros durante o período da manhã. Relatos de trabalhadores, como a vendedora Dalila dos Santos, ilustram o drama de quem precisou buscar alternativas improvisadas e enfrentar atrasos significativos.
Medidas de contingência
Para tentar amenizar o impacto, o governo estadual reforçou a operação do Metrô e disponibilizou 128 ônibus emergenciais para atender a demanda reprimida. Além disso, a prefeitura de São Paulo optou por suspender o rodízio de veículos para permitir uma maior circulação nas ruas da cidade, enquanto os usuários ainda aguardam a normalização total do sistema ferroviário.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

