Em uma resposta contundente à crise de violência que assola a região, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou o aumento expressivo de seu fundo de segurança pública. O montante, que originalmente era de US$ 2,5 bilhões, saltou para US$ 4 bilhões para financiar projetos contra o crime organizado entre 2026 e 2028.
Um grito de socorro regional
O anúncio ocorreu em Brasília, durante a Cúpula da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento. Segundo Ilan Goldfajn, presidente do BID, o aumento reflete uma demanda urgente dos países membros. O cenário é alarmante: com apenas 8% da população global, a América Latina concentra quase um terço de todos os homicídios registrados no planeta.
Combate às finanças do crime
Para o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, a estratégia de enfrentamento precisa ser mais inteligente. O foco agora é a desarticulação financeira das facções, que operam em redes globais. A ideia é sufocar o poder econômico do crime, impedindo que organizações criminosas utilizem sistemas financeiros internacionais para movimentar recursos ilícitos com rapidez.
Interpol integra força-tarefa
Uma novidade importante é a entrada da Interpol na Força-Tarefa de Resposta Rápida. A parceria visa oferecer suporte técnico especializado a nações que enfrentam crises de segurança, facilitando o intercâmbio de inteligência e o fortalecimento operacional das polícias locais.
Brasil lidera a ofensiva
Durante o evento, o Brasil firmou um memorando de entendimento com o BID que destina até R$ 5 bilhões para o programa “Brasil contra o Crime Organizado”. Os recursos serão investidos em áreas cruciais, como a qualificação da investigação de homicídios, controle do sistema prisional e o combate ao tráfico de armas e munições. O Brasil assume, a partir de agora, a presidência temporária da Aliança pelos próximos 12 meses, reforçando seu papel central na segurança regional.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

