Tensões em Buenos Aires
O governo de Javier Milei enfrenta um momento decisivo nesta quinta-feira (6). O Senado argentino volta a analisar um projeto de lei polêmico que altera as regras para a aquisição de terras por estrangeiros, um movimento que tem inflamado o debate político e gerado fortes protestos em todo o país.
A nova proposta
Após sucessivas dificuldades em aprovar a medida, que visava eliminar totalmente os limites de venda, a Casa Rosada apresentou uma estratégia mais flexível. A nova proposta sugere elevar o teto atual — de 15% para 25% por província — na tentativa de conquistar os votos necessários no Legislativo.
Soberania em xeque
Críticos da medida e organizações sociais classificam a iniciativa como um retrocesso à soberania nacional. O Observatório de Terras da Argentina alerta que a mudança facilitaria a apropriação de recursos naturais estratégicos, como rios e nascentes, por corporações estrangeiras. Atualmente, estima-se que 13 milhões de hectares, área comparável ao território da Inglaterra, já estejam sob controle externo.
Pacote polêmico
A ofensiva sobre as terras é apenas uma das frentes da chamada “Lei de Inviolabilidade da Propriedade Privada”, defendida por Milei. O pacote inclui mudanças controversas que facilitam despejos e flexibilizam a venda de áreas de preservação ambiental afetadas por incêndios, intensificando as acusações de “entreguismo” contra a gestão atual.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

