O desafio de conquistar o mundo
Estudar fora do Brasil é um projeto de vida que vai muito além da sala de aula: representa uma oportunidade única de crescimento acadêmico e intercâmbio cultural. No entanto, para muitos jovens, o obstáculo financeiro acaba sendo um impeditivo. Pensando em democratizar esse acesso, o Fundo Baobá, referência em equidade racial, criou o programa Black STEM. A iniciativa acaba de selecionar três jovens talentos negros, oferecendo uma bolsa de R$ 42 mil para garantir a permanência desses estudantes em universidades de ponta no exterior.
Novas trajetórias no exterior
Os contemplados, que embarcam rumo aos seus novos destinos em setembro, trazem histórias de superação e foco em áreas estratégicas: Caio Ramos, do Rio de Janeiro, cursará Design em Dubai; Quezia Fernanda, também fluminense, estudará Engenharia Elétrica na Espanha; e o baiano João Vitor dedicará seus estudos à Ciência da Computação nos Estados Unidos.
Superação e foco no futuro
As histórias dos selecionados inspiram. Caio Ramos, que enfrentou desafios pessoais e a interrupção dos estudos durante a pandemia, enxerga sua conquista como um marco coletivo. Já Quezia Fernanda, inspirada pela vocação energética de sua região de origem, pretende focar em soluções sustentáveis. João Vitor, vindo do Recôncavo Baiano, carrega consigo a força das comunidades quilombolas, levando a representatividade brasileira para a Northwestern University.
Mais que dinheiro: uma rede de apoio
O programa vai além do auxílio financeiro para moradia e material. Segundo Giovanni Harvey, diretor-executivo do Fundo Baobá, a iniciativa oferece mentorias de carreira, workshops e suporte psicológico. O objetivo é combater a solidão e os desafios emocionais comuns a quem deixa o país, garantindo que esses estudantes não apenas cheguem ao exterior, mas prosperem e alcancem posições de destaque globalmente.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

