Esquema milionário revelado
Um auditor-fiscal da Receita Federal, lotado na inspetoria do Aeroporto de Fortaleza, tornou-se o centro de uma grave denúncia do Ministério Público Federal (MPF). O servidor é apontado como o líder de uma organização criminosa especializada em fraudes aduaneiras, que teria movimentado milhões em propinas e causado prejuízos significativos ao erário.
Como funcionava a fraude
As investigações, fruto da Operação Snooker, revelaram um esquema altamente estruturado. O auditor facilitava a entrada de mercadorias no país alterando laudos técnicos e fornecendo informações sigilosas sobre a fiscalização. Em um dos casos, joias de prata eram declaradas falsamente como bijuterias para pagar menos impostos. Em outro, eletrônicos eram subfaturados com a conivência do servidor.
Lavagem de dinheiro e bens de luxo
O impacto financeiro do esquema é impressionante. O MPF estima que o auditor tenha embolsado, no mínimo, R$ 6,8 milhões. Para ocultar a origem ilícita, o grupo utilizava uma rede de empresas de fachada e contas em nome de parentes. A Justiça Federal autorizou o bloqueio de R$ 26 milhões das contas dos envolvidos, além da apreensão de veículos de luxo, uma embarcação e a recuperação de R$ 1,6 milhão investido em um imóvel na Avenida Beira-Mar.
Investigação rigorosa
Ao todo, 19 pessoas foram denunciadas pelo MPF em duas frentes de ação. O esquema contava com a divisão em núcleos estratégico, financeiro e auxiliar, sendo que até a família do auditor foi envolvida na lavagem de dinheiro. A Receita Federal informou que o servidor foi afastado de suas funções assim que a operação foi deflagrada. A investigação continua, com o MPF preparando novas denúncias contra outros empresários e despachantes envolvidos na rede de corrupção.
Edição: Portal Itarema Direto.
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