fotojet 2 1 1

Caso do PM carbonizado: Polícia apreende carro suspeito de ser usado no crime em Fortaleza

Ceará Polícia

A Polícia Civil do Ceará deu um passo importante nas investigações sobre a morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, encontrado carbonizado em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. Na tarde desta sexta-feira (14), as autoridades apreenderam um veículo suspeito de ter sido utilizado na execução do militar.

Investigação em curso

O automóvel foi localizado nas proximidades da Avenida Washington Soares, em Fortaleza. O veículo passou por perícia detalhada conduzida pela Perícia Forense (Pefoce) e equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, a Secretaria da Segurança Pública (SSPDS) não confirmou quem seria o proprietário do carro nem a dinâmica exata de sua utilização no homicídio.

De vítima a suspeita

O caso, que chocou o Ceará pela brutalidade, tomou rumos inesperados. A soldado Júlia Natália Girão Gomes, colega de farda de Raphael, que inicialmente alegou ter sido vítima de um sequestro, acabou presa após contradições em seus depoimentos. Imagens de segurança obtidas pela polícia desmentem a versão da PM, mostrando-a em uma oficina de propriedade de seu marido, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior — também preso pelo envolvimento no crime — no momento em que ela dizia estar sendo mantida refém em um matagal.

Polêmica com a defesa

As investigações ganharam um novo capítulo nesta sexta com a detenção de Walmir Medeiros, advogado que representava a soldado. Ele foi conduzido à delegacia sob a acusação de tentar entregar um aparelho celular à cliente dentro da unidade prisional. O caso gerou repercussão imediata: a Associação dos Profissionais da Segurança (APS) anunciou o afastamento imediato do advogado, citando descumprimento de orientações institucionais. A OAB-CE acompanha os desdobramentos e reforçou que não compactua com condutas antiéticas.

O soldado Raphael Sampaio, de 27 anos, foi morto a tiros antes de ter seu corpo carbonizado. A Delegacia de Homicídios contra Agentes de Segurança Pública (DHASP) segue trabalhando para esclarecer as motivações e todas as circunstâncias por trás desta tragédia que envolve agentes da própria corporação.


Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *