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STF proíbe dirigentes partidários sem mandato de controlar emendas parlamentares

Brasil e Mundo

Em uma decisão de impacto nacional, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que dirigentes de partidos que não ocupam cargos eletivos, bem como ex-parlamentares, não possuem mais competência para indicar ou alocar emendas parlamentares no Orçamento da União.

Fim da ‘terceirização’ das emendas

A medida veta qualquer influência de lideranças partidárias que não possuem mandato direto do povo no processo de distribuição de verbas públicas. Na prática, a decisão torna juridicamente inválidos documentos, planilhas e ofícios que atribuam a esses agentes o poder de decidir o destino do dinheiro federal.

Transparência e responsabilidade

O ministro destacou que a alocação de recursos deve ser uma atribuição exclusiva de deputados e senadores em exercício. Dino foi enfático: qualquer descumprimento da norma poderá gerar apuração disciplinar, além de possíveis sanções civis e penais aos envolvidos.

Impacto direto no Congresso

A determinação atinge a estrutura de poder dentro do Legislativo e exige que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, sob comando de Hugo Motta e Davi Alcolumbre, readequem seus procedimentos internos imediatamente. A medida é um desdobramento das ações rigorosas do magistrado contra a falta de transparência na gestão do orçamento, que já resultou em bloqueios de bens de nomes influentes da política nacional.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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