A Justiça do Ceará proferiu uma sentença dura contra Paulo Henrique Pereira Alves, conhecido como ‘PH’, integrante de facção criminosa que aterrorizava comerciantes na Avenida Beira-Mar, em Fortaleza. Ele foi condenado a 24 anos e 22 dias de prisão em regime inicialmente fechado por crimes de extorsão, tráfico de drogas e organização criminosa.
O terror na orla de Fortaleza
As investigações revelaram que ‘PH’ e seu comparsa, José Geraldo de Almeida Neto, o ‘Netão Marley’, tentavam impor um monopólio violento na venda de produtos em um dos cartões-postais da capital. Os criminosos forçavam os vendedores a adquirir mercadorias — desde água de coco até copos e canudos — exclusivamente de um depósito controlado pela facção.
Ameaças e controle via WhatsApp
O esquema, que vitimou pelo menos 74 trabalhadores, envolvia um grupo de WhatsApp onde os criminosos monitoravam os vendedores e disparavam ameaças de morte contra quem desobedecesse às ordens. De acordo com os autos do processo, as vítimas viviam sob constante estado de medo, impedidas de exercer livremente seu comércio e temendo represálias brutais caso denunciassem o caso às autoridades.
Sentença exemplar
Na decisão da Vara de Delitos de Organizações Criminosas, os magistrados destacaram que o réu não era um integrante comum, mas uma peça chave na hierarquia do grupo, responsável por fiscalizar a arrecadação ilícita na orla. Além da pena privativa de liberdade, a Justiça determinou o pagamento de multa e uma indenização de R$ 1 mil ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. O réu, que foi preso em agosto de 2025 em uma pousada na Praia do Futuro, não terá o direito de recorrer em liberdade.
Edição: Portal Itarema Direto.
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