Um auditor-fiscal da Receita Federal, lotado no Aeroporto de Fortaleza, foi preso nesta terça-feira (25) sob suspeita de liderar uma organização criminosa voltada para fraudes em importações e lavagem de dinheiro. A operação, batizada de Snooker 2, revelou um esquema sofisticado que movimentou quantias astronômicas e envolveu a cooperação de empresários locais e estrangeiros.
Esquema de luxo e milhões em propina
Segundo as investigações da Polícia Federal, o auditor teria recebido pelo menos R$ 6,8 milhões em propinas para facilitar a entrada irregular de mercadorias no Brasil. O grupo atuava desde 2020, burlando a fiscalização aduaneira através de declarações falsas. Em um dos casos, joias de prata eram declaradas como bijuterias para reduzir o valor dos impostos devidos. Em outro, eletrônicos tinham seus valores subnotificados para escapar dos tributos, gerando prejuízo milionário aos cofres públicos.
Lavagem de dinheiro e vida de ostentação
A estrutura criminosa era dividida em núcleos estratégicos que incluíam desde o setor público até uma rede de empresas de fachada. As investigações apontam que mais de R$ 27 milhões foram movimentados entre empresas ligadas ao grupo, sendo que R$ 31,8 milhões teriam sido aplicados em criptoativos. A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 26 milhões das contas dos envolvidos e a apreensão de bens de luxo, incluindo veículos e uma lancha, encontrados em diligências realizadas no Ceará e na Bahia.
Prisões e desdobramentos
Além do auditor, dois empresários foram presos. A Polícia Federal detalhou que familiares do servidor também teriam se beneficiado financeiramente, utilizando o esquema para adquirir imóveis e bens de alto padrão. O Ministério Público Federal continua a apuração e novos denunciados, entre despachantes e laranjas, devem ser incluídos no processo conforme as investigações avançam, visando desarticular por completo a rede que operava na capital cearense.
Edição: Portal Itarema Direto.
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