Em entrevista concedida à Rádio Progresso, de Juazeiro do Norte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado direto ao governo dos Estados Unidos. Questionado sobre possíveis interferências externas no pleito deste ano, o petista foi enfático: o Brasil não admite ingerência de ninguém e qualquer tentativa de influência será derrotada nas urnas.
Diálogo com Trump
Lula revelou que o assunto foi tema de uma conversa telefônica realizada no final de agosto. Segundo o presidente, o diálogo com Donald Trump foi marcado por um tom cordial, onde o mandatário brasileiro reforçou a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro, afastando especulações sobre a lisura do processo.
Independência comercial
Além da política, o cenário econômico também esteve na pauta. Diante da recente imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelos EUA, Lula adotou uma postura pragmática. O presidente afirmou que, caso o mercado americano feche as portas, o Brasil buscará novos parceiros comerciais ao redor do mundo, destacando o crescimento das exportações brasileiras para outros 17 países.
Brasil recorre à OMC
Enquanto o governo federal mantém a porta aberta para negociações sobre as tarifas impostas pela Casa Branca — que atingem setores como PIX, etanol e políticas ambientais —, o Brasil já acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC). O Ministério das Relações Exteriores classificou as medidas americanas como discriminatórias e incompatíveis com as regras internacionais de comércio, reafirmando que o país não aceitará um tratamento injusto.
Edição: Portal Itarema Direto.
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