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Saúde mental em alerta: pesquisa revela que sobrecarga e assédio atingem jornalistas brasileiros

Brasil e Mundo

Um levantamento alarmante traz à tona a dura realidade enfrentada pelos profissionais de imprensa no Brasil. Uma pesquisa realizada pela Fundacentro, com apoio da Fenaj, aponta que as condições de trabalho atuais estão colocando a saúde mental desses trabalhadores em risco severo, sob o peso constante de sobrecarga, assédio e falta de apoio institucional.

Insônia e ansiedade em números

Os dados revelam um cenário de exaustão: 48% dos jornalistas entrevistados sofrem com insônia, um índice que supera significativamente a média da população brasileira. A crise mental é agravada pela ansiedade, relatada por 36% dos profissionais, e pela depressão, que afeta metade dos ouvidos pelo estudo, com casos de sintomas severos e extremamente severos.

Assédio moral e isolamento

Além da pressão por produtividade, a violência psicológica é uma constante. Entre 26% e 37% dos jornalistas já foram vítimas de assédio moral no ambiente profissional, enquanto 30% relataram sofrer com cyberbullying. O cenário é agravado pelo isolamento social, com 61% dos entrevistados afirmando que não recebem o apoio necessário de colegas ou superiores.

Risco para a democracia

As especialistas responsáveis pelo estudo alertam que o estresse e as condições psicossociais adversas não afetam apenas o indivíduo, mas toda a sociedade. A presidenta da Fenaj, Samira de Castro Cunha, reforça que a precarização do ambiente de trabalho compromete diretamente a qualidade da informação produzida, colocando em xeque o direito fundamental da população ao acesso à informação e o próprio fortalecimento das instituições democráticas.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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