Demissão por abandono de cargo
O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão, publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União, foi motivada pelo abandono de cargo, configurado após o ex-deputado acumular mais de 30 dias de faltas injustificadas.
Entenda o caso
Eduardo Bolsonaro, que estava afastado da corporação para cumprir mandato na Câmara dos Deputados, deveria ter retornado às suas funções na Polícia Federal após a cassação de seu mandato parlamentar, ocorrida em dezembro de 2025. O ex-deputado, no entanto, reside nos Estados Unidos desde março de 2025 e não se apresentou para reassumir o posto.
Condenações no STF
Além da perda do cargo, o cenário jurídico de Eduardo Bolsonaro é crítico. Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a condenação de quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. O STF apontou que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções internacionais contra o Brasil com o objetivo de interferir em investigações internas sobre a tentativa de golpe de 2022. Com a decisão, ele também se torna inelegível pelos próximos oito anos.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

