Investigação detalha dinâmica da queda
A Polícia Civil do Ceará trouxe novos esclarecimentos sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi, ocorrida no dia 13 de setembro em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (23), as autoridades confirmaram que o rooftop do edifício, local de onde a jovem caiu, não possuía câmeras de monitoramento.
Apesar da falta de registros diretos no topo do prédio, o delegado-geral Márcio Gutierrez informou que a perícia obteve sucesso ao analisar mais de 700 vídeos de outros pontos do condomínio e arredores. A análise técnica, que descartou qualquer manipulação nas imagens, calculou o tempo de queda em cerca de três segundos, corroborando a hipótese de precipitação voluntária.
Prisão preventiva e desdobramentos
O namorado da vítima, João Munhoz Neto, de 34 anos, teve sua prisão preventiva mantida pela Justiça após audiência de custódia. Ele é investigado sob a suspeita de induzimento ou instigação ao suicídio e ameaça. A defesa de João, representada pela advogada Lígia Peixe, contestou a medida, afirmando que o cliente estava colaborando com as autoridades.
Embora a polícia sustente a dinâmica da queda a partir das evidências periciais, a investigação segue em curso para descartar outras possibilidades. O caso, que tramita em segredo de Justiça, ganhou grande repercussão pública após familiares da jovem cobrarem esclarecimentos sobre os eventos que antecederam a morte da estudante de Direito.
Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução

