O cenário político no Distrito Federal sofreu uma mudança drástica. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 5 votos a 2, manter o indeferimento da candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao governo local. A decisão, tomada nesta quinta-feira (24), encerra as esperanças do ex-governador de participar do pleito deste ano.
Impacto na Lei da Ficha Limpa
O colegiado do TSE acompanhou o voto do relator, ministro Dias Toffoli, entendendo que Arruda permanece inelegível devido a uma série de condenações por improbidade administrativa. Mesmo com a defesa argumentando que alterações recentes na legislação o beneficiariam, a maioria dos ministros foi enfática ao manter o rigor da Lei da Ficha Limpa, citando o histórico de lesão ao erário e enriquecimento ilícito.
Corrida contra o tempo nas urnas
Com o registro negado, o nome de Arruda deve ser retirado das urnas eletrônicas imediatamente. No entanto, o desafio logístico é grande: o procedimento de lacre das urnas começou na última terça-feira (23), e mais de mil equipamentos já foram processados, o que torna a remoção técnica um verdadeiro teste de agilidade para a Justiça Eleitoral.
Contexto da exclusão
A exclusão da chapa tem origem nas condenações da Operação Caixa de Pandora, que investigou o escândalo de corrupção nos contratos de informática do DF durante a gestão de Arruda em 2009. A defesa chegou a alegar que, por serem condenações conexas, o prazo de inelegibilidade deveria ser contado de forma diferente, tese rechaçada pelo Ministério Público Eleitoral e pelos magistrados do TSE.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

