A prática de espalhar santinhos nas vias públicas durante o período eleitoral, embora ainda seja vista em diversas cidades, é um crime eleitoral grave. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) reforça que o despejo clandestino de material impresso na madrugada que antecede a votação não apenas degrada a limpeza urbana, mas coloca em risco a vida dos cidadãos.
Riscos à integridade física
O alerta das autoridades vai além da questão legal. O corregedor regional eleitoral, Roberto Maia Filho, recorda episódios trágicos, como o de uma eleitora idosa em Bauru (SP) que faleceu após escorregar em uma pilha de santinhos no caminho da seção eleitoral. Para o magistrado, essa conduta é um desrespeito à inteligência do eleitor e um descaso com a segurança de idosos e pessoas com deficiência.
Um “péssimo costume” sem justificativa
Muitos candidatos ainda insistem na estratégia de inundar as ruas com papel, acreditando que o eleitor indeciso irá recolher o material no chão e optar pelo voto de última hora. Maia Filho rechaça a estratégia: “Isso é subestimar o eleitor. Fica a reflexão sobre a conduta ética de candidatos que não respeitam o espaço público nem a integridade física de quem vai às urnas”.
Como denunciar irregularidades
A Justiça Eleitoral disponibiliza o aplicativo Pardal, uma ferramenta gratuita que permite a qualquer cidadão denunciar irregularidades na propaganda eleitoral. As denúncias podem incluir fotos, vídeos ou áudios que ajudem na apuração do crime. A participação popular é fundamental para garantir um pleito mais limpo e seguro.
Preparativos para as eleições
Enquanto o combate à propaganda ilegal continua, o TRE-SP concentra esforços na logística do primeiro turno. Com o maior colégio eleitoral do país, o estado prepara mais de 114 mil urnas eletrônicas. A expectativa é que, com a estrutura montada, os resultados das eleições em primeiro turno sejam conhecidos poucas horas após o fechamento das urnas.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

