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Escudo das Américas: Especialistas apontam manobra dos EUA para conter a China na região

Brasil e Mundo

Geopolítica em jogo

A coalizão denominada “Escudo das Américas”, liderada pelos Estados Unidos e composta por 14 países latino-americanos, tem gerado intenso debate entre especialistas. Segundo analistas de relações internacionais, a iniciativa utiliza o combate aos cartéis de drogas como uma fachada para ampliar a influência norte-americana e frear o avanço econômico da China na América Latina.

Interesses por trás do combate ao crime

Para Danilo Enrico Martuscelli, professor da UFU, o projeto representa uma tentativa de retomar uma postura colonial. O especialista questiona a legitimidade da estratégia de Washington, citando o indulto concedido por Donald Trump ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, condenado por narcotráfico. A crítica é clara: a política atual parece focar apenas no “quintal alheio”, sem um compromisso real com o controle efetivo do crime organizado interno.

Ameaça de ingerência militar

A coalizão, que já classificou grupos brasileiros como PCC e Comando Vermelho como “terroristas”, pretende elevar o tema à Organização dos Estados Americanos (OEA). Segundo Robson Valdez, do IDP, o objetivo central seria legitimar a presença de tropas americanas em solo latino-americano e pressionar países da região a escolherem lados na disputa tecnológica com Pequim.

Cautela brasileira

O Brasil, que não integra o grupo, mantém uma postura cautelosa. O Itamaraty observa com reserva as tentativas de Washington de buscar alinhamentos automáticos em temas econômicos. A disputa por minerais críticos, essenciais para a tecnologia e a transição energética, aparece como um dos pontos nevrálgicos da tensão, colocando em risco a autonomia dos países latino-americanos na escolha de seus parceiros comerciais e militares.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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