O mercado financeiro viveu um dia de tensão nesta quinta-feira (24). Com o dólar aproximando-se da marca de R$ 5,20 e a bolsa operando em queda, investidores reagem a um cenário global marcado pela aversão ao risco e incertezas econômicas. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,193, uma alta de 0,47%, atingindo o maior patamar desde o final de agosto.
Reflexos globais e o impacto no Brasil
A valorização da moeda americana não é um movimento isolado. O mercado internacional reagiu com preocupação à alta dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e à instabilidade nos preços do petróleo. Essa combinação de fatores estimula a saída de capitais de países emergentes, como o Brasil, pressionando a cotação do câmbio.
Intervenção e projeções econômicas
Para tentar conter a volatilidade, o Banco Central atuou no mercado com dois leilões de linha, injetando US$ 1 bilhão para aumentar a liquidez. Paralelamente, a economia brasileira segue sob análise cautelosa: o BC revisou a projeção de crescimento do PIB para 2026 de 2% para 1,8%, sinalizando um cenário de desaceleração.
Bolsa em baixa
O Ibovespa também sentiu o impacto do mau humor dos investidores, fechando o pregão com queda de 0,99%, aos 183.965 pontos. Além do cenário externo, o mercado digeriu novos dados fiscais do governo, que elevou a previsão de déficit para o ano, e monitorou de perto o desenrolar das pesquisas eleitorais, fatores que mantêm o ambiente de negócios doméstico cauteloso.
Petróleo pressiona inflação
Outro ponto de atenção é a disparada do petróleo. Com incertezas sobre negociações geopolíticas envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz, o barril tipo Brent fechou em alta de 3,41%, custando US$ 106,60. A alta nos combustíveis renova o temor de pressões inflacionárias globais, o que pode forçar bancos centrais ao redor do mundo a manterem juros em patamares elevados por mais tempo.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

