A saúde renal dos brasileiros vive um momento de alerta. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia revelam que a Doença Renal Crônica (DRC) já afeta mais de 20 milhões de pessoas no país. O que preocupa especialistas é que, embora o número de pacientes em diálise seja alto, a realidade pode ser ainda mais grave devido à falha no diagnóstico precoce.
O perigo do diagnóstico tardio
Um estudo recente, realizado em parceria com a PUC do Paraná, aponta que a falta de solicitação de exames de rotina impede que muitos brasileiros descubram a doença no início. Mesmo em grupos de alto risco, como diabéticos e hipertensos, testes essenciais — como a creatinina e a albuminúria — raramente são pedidos pelos profissionais de saúde.
Um desafio para a longevidade
A Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta que a DRC será a quinta maior causa de morte no mundo até 2040. Por ser uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas nos estágios iniciais, o atraso no rastreamento compromete a qualidade de vida e sobrecarrega o sistema público de saúde. A identificação precoce é o único caminho para evitar que o paciente precise de diálise no futuro.
Fique atento aos fatores de risco
O Ministério da Saúde reforça que o controle dos hábitos diários é fundamental para prevenir a enfermidade. Estão no grupo de maior risco pessoas com diabetes, hipertensão, obesidade, tabagistas, idosos e aqueles com histórico familiar de problemas renais. Manter o acompanhamento médico regular e controlar essas condições é a melhor forma de proteger os rins e garantir uma vida longa e saudável.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

