Um compromisso histórico pelo solo brasileiro
O Brasil oficializou, durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), na Mongólia, uma meta ambiciosa: restaurar 163 mil quilômetros quadrados de terras degradadas até 2030. Este compromisso de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN) visa não apenas a recuperação ambiental, mas também o fortalecimento da produtividade do solo em todo o território nacional.
Estratégias de recuperação
Para alcançar a marca, o governo federal planeja investir pesadamente em sistemas agroflorestais, na recuperação de vegetação nativa e em ações estratégicas dentro de unidades de conservação, territórios indígenas e bacias hidrográficas. O objetivo central é reverter a tendência de degradação observada desde 2020, quando mais de 55 milhões de hectares apresentavam sinais de perda de qualidade.
Impacto além do meio ambiente
Especialistas destacam que a medida vai muito além da ecologia. A restauração do solo reflete diretamente na economia e na vida das comunidades rurais. Conforme ressaltado pela representação da ONU, a recuperação de áreas degradadas é uma ação vital de impacto socioprodutivo, conectando a preservação ambiental à segurança alimentar e à qualidade de vida das populações locais.
Um passo após anos de espera
Embora a adesão brasileira seja vista como um exemplo global pela FAO, o país chega à mesa com um atraso de quase uma década em relação às diretrizes da ONU. Após a inativação da Comissão Nacional de Combate à Desertificação entre 2019 e 2024, a retomada das políticas públicas reafirma o Brasil como um ator decisivo na cooperação internacional contra o avanço das áreas secas.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

