O sucesso da Casa de Farinha na Expocrato
Um dos pontos mais visitados e perfumados da Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), no Cariri, é a icônica Casa de Farinha. Localizado no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante, o espaço se tornou parada obrigatória para quem deseja saborear o autêntico gosto do sertão. Com o evento acontecendo até este domingo (19), as filas não param de crescer, atraindo visitantes logo nas primeiras horas da manhã.
Logística por trás do sabor
A produção é intensa e começa bem antes do sol nascer. Enquanto os clientes começam a chegar às 7h, uma equipe de 40 colaboradores já está a todo vapor desde as 5h. Toda a matéria-prima vem diretamente do sítio Malhada, no distrito de Ponta da Serra, onde a mandioca é descascada e preparada com cuidado antes de ser levada ao parque.
Segundo José Agostinho, um dos responsáveis pela operação, a expectativa é que este ano as vendas batam recordes. A estimativa é processar entre 22 e 23 toneladas de mandioca, além de utilizar cerca de 250 sacos de goma. “É uma tradição que não queremos deixar morrer. Nosso trabalho mudou a vida da gente e hoje nossos produtos já são conhecidos até fora do Brasil”, destaca Agostinho com orgulho.
Preferências e valores do público
No cardápio, a simplicidade ganha destaque. O sabor natural, feito apenas com massa, goma e sal, é o queridinho dos idosos por trazer memórias da infância. Para quem busca variar, as opções com coco e amendoim são sucesso absoluto — sendo que a mistura dos dois ingredientes virou a grande aposta desta edição.
Os preços dos beijus variam entre R$ 15 e R$ 18, dependendo da escolha. A Casa de Farinha funciona diariamente até as 21h, podendo estender o atendimento conforme o movimento. Para muitos, a visita ao local vai além da comida; é uma forma de conexão com as raízes nordestinas.
Sabor que viaja e encanta gerações
O apelo afetivo dos produtos atrai desde moradores da região até conterrâneos que vivem longe. Maria Salete Pereira da Silva, que reside em Goiás há 50 anos, aproveitou a visita aos familiares no Cariri para garantir sua dose de tradição. “Vou levando a tapioca mista, de amendoim e coco, que é a minha preferida. É o gosto do Nordeste”, afirma.
A professora Dalva Martins, moradora de Barro, também não abre mão da visita anual. “Todo ano eu venho. Levo para o esposo, para a nora e aproveito para garantir a massa. É um sabor que não tem igual”, conta, reforçando a importância da iniciativa para manter viva a cultura gastronômica cearense.
Edição: Portal Itarema Direto.

