Exoneração após prisão
A servidora pública Sara Regina Alexandre Munhoz, mãe de João Munhoz Neto, foi exonerada nesta terça-feira (22) do cargo que ocupava na Coordenadoria de Execução da Saúde Prisional, vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP). A medida ocorre em meio ao desenrolar das investigações sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, que mantinha um relacionamento com o filho da ex-servidora.
Investigação em curso
João Munhoz Neto, namorado da jovem, foi preso preventivamente na mesma data da exoneração. Ele é investigado sob suspeita de violência psicológica e por dificultar o trabalho das autoridades. Segundo a Polícia Civil, depoimentos indicam um cenário de relacionamento abusivo, onde João exercia controle sobre a rotina da estudante, chegando a limitar sua liberdade de ir e vir. Sara Regina já havia tido seu celular e tablet apreendidos pela polícia no último domingo (20) para fins de perícia, embora a pasta tenha classificado sua exoneração como uma decisão estritamente administrativa.
O caso Isabelle Caracristi
A estudante de Direito foi encontrada morta no pátio do condomínio onde residia com o namorado, no bairro Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro. As investigações policiais apontam, até o momento, para uma precipitação voluntária da jovem. Contudo, a delegacia segue analisando mais de 700 vídeos e depoimentos que revelam comportamentos suspeitos de João Munhoz após o falecimento, como a tentativa de acessar o celular de Isabelle e a colocação do imóvel à venda logo após o ocorrido. A defesa de João Munhoz contesta a prisão e afirma que ele estava colaborando com as autoridades.
Edição: Portal Itarema Direto.
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