A recente inauguração de uma estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo, localizada na praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarante, despertou a curiosidade e o debate em todo o Ceará. A obra, erguida no templo Palácio Estrela Negra da Quimbanda, foi idealizada pela líder religiosa conhecida como Mãe Rainha das Trevas, que investiu cerca de R$ 100 mil no projeto.
O que é a Quimbanda?
Diferente do que muitos imaginam, a quimbanda não é classificada como uma religião, mas sim como uma prática magística de matriz africana. Segundo o tata Roberto Leão, a modalidade transcende dogmas e pode ser adotada por indivíduos de diferentes crenças. A prática fundamenta-se no culto a entidades como exus e pombagiras, buscando uma conexão profunda com a ancestralidade e o autoconhecimento.
Um processo de autoconhecimento
O conceito central da quimbanda, segundo seus praticantes, envolve um mergulho quase psicanalítico nas sombras do ser. Longe de representar o “mal”, a prática é descrita como um caminho de cura espiritual e honra ao indivíduo. A ideia é que, ao acessar essas entidades, o praticante entra em contato com partes de si mesmo, compreendendo seus desejos e exercendo sua liberdade de escolha.
Situação legal do monumento
A presença da estátua em uma área particular gerou questionamentos sobre sua legalidade. No entanto, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante esclareceu que a obra está totalmente regularizada. A construção recebeu alvará municipal e licenciamento ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Mudança do Clima (SEMA), por estar localizada na Área de Proteção Ambiental (APA) das Dunas do Litoral Oeste.
Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução.

