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EUA mantêm ataques; Irã diz que petroleiros explodiram em Ormuz

Brasil e Mundo Economia

As tensões no Oriente Médio atingiram um novo patamar nesta segunda-feira (20), com forças norte-americanas mantendo ataques contra o Irã pelo nono dia consecutivo. O cenário de conflito, que se intensificou após o colapso de um cessar-fogo no último mês, coloca em risco crítico o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota vital para o suprimento global de energia.

Escalada militar e ataques regionais

O Comando Central dos Estados Unidos confirmou uma nova onda de ofensivas, justificando a ação como uma medida necessária para impedir que o Irã continue a atacar embarcações comerciais. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter lançado mísseis contra instalações e aeronaves americanas na Jordânia, no Kuwait e na Síria. Relatos da imprensa iraniana indicam que explosões foram ouvidas em diversas cidades, incluindo Tabriz e Bandar Mahshahr.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, reforçou a postura de Washington: “O Estreito de Ormuz é uma via navegável internacional. Enquanto o Irã insistir em interferir no livre trânsito, seremos obrigados a responder, embora os Estados Unidos mantenham as portas abertas para uma solução diplomática”.

Crise no Estreito de Ormuz

A situação no mar tornou-se o centro da disputa. O Irã alega que dois petroleiros explodiram ao tentar utilizar uma rota sul no estreito, classificando a área como insegura para o transporte de petróleo e gás devido à “agressão” norte-americana. Embora o incidente com os navios não tenha sido verificado por fontes independentes, o mercado reagiu prontamente: os preços do barril de petróleo registraram alta de 2%, superando a marca de US$ 90.

Além da ameaça marítima, o governo do Kuwait denunciou ataques a infraestruturas civis, como uma usina de dessalinização, que foi alvo pelo segundo dia consecutivo. Sirenes de alerta também foram acionadas no Barein, enquanto o exército kuwaitiano informou estar em operação para interceptar drones na região.

Impacto humano e contexto do conflito

O custo humano da guerra continua subindo. O Comando Central dos EUA reportou a morte de mais um militar no Norte do Iraque, elevando para 17 o número de soldados norte-americanos mortos desde o início das hostilidades, com mais de 420 feridos. O conflito, que teve início em 28 de fevereiro com operações dos EUA e de Israel focadas nos programas nucleares iranianos, já vitimou milhares de pessoas, impactando severamente a estabilidade no Irã e no Líbano.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.

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