Apesar da confirmação de casos e até de um óbito recente no Brasil, especialistas reforçam que a Febre do Nilo Ocidental não deve ser motivo de desespero. Conhecida há décadas no continente africano, a doença raramente atinge formas graves em humanos.
Entenda a transmissão
A doença é causada por um arbovírus, da mesma família de vírus que transmitem a dengue, zika e chikungunya. A transmissão acontece através da picada do mosquito do gênero Culex — o popular pernilongo ou muriçoca — que se infecta ao picar aves que carregam o vírus.
Sintomas e Gravidade
A grande maioria dos infectados não apresenta qualquer sinal da doença. Estima-se que apenas 20% das pessoas desenvolvam sintomas, que costumam ser leves e confundidos com outras arboviroses, como febre, dor de cabeça, mal-estar e dores musculares. Casos graves, que podem levar a quadros neurológicos como meningite ou encefalite, representam menos de 1% das ocorrências.
Prevenção e Tratamento
Atualmente, não existe vacina ou tratamento antiviral específico contra o vírus. O acompanhamento médico foca no alívio dos sintomas, hidratação e suporte hospitalar quando necessário. Especialistas ressaltam que o foco deve ser na vigilância ambiental, observando a mortalidade anormal de aves na região e no controle da proliferação de mosquitos. Não há necessidade de medo ao contato com aves, mas a atenção deve ser mantida caso surjam sintomas suspeitos após exposição a áreas de mata ou com presença de mosquitos.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

