Nova era para a mineração nacional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A medida é vista como um passo fundamental para a autonomia produtiva do país, prevendo investimentos de até R$ 7 bilhões voltados ao processamento e à transformação desses recursos essenciais.
Investimento em pesquisa e tecnologia
Para alavancar o setor, o governo criou o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam), que contará com um aporte inicial de R$ 2 bilhões da União, podendo atingir R$ 5 bilhões. Além disso, o Serviço Geológico do Brasil terá seu orçamento de pesquisa ampliado drasticamente, saltando de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões, permitindo um mapeamento mais detalhado do solo brasileiro.
Soberania e qualificação profissional
Durante a cerimônia de sanção, o presidente Lula enfatizou a necessidade de investir na formação técnica de brasileiros para atender a essa nova demanda do mercado. O governo pretende integrar universidades e institutos federais na criação de cursos especializados, garantindo que o Brasil domine a tecnologia de refino e não apenas exporte matéria-prima bruta.
O valor dos minerais estratégicos
Minerais críticos e terras raras são pilares para a tecnologia moderna, sendo indispensáveis para a fabricação de smartphones, turbinas eólicas, veículos elétricos e equipamentos de defesa. Atualmente, o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, mas apenas uma pequena parcela do território foi mapeada, o que aponta para um potencial de exploração ainda subutilizado que o novo Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos pretende coordenar.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

