advogado morto

Julgamento de ex-PMs por assassinato de advogado é adiado em Fortaleza

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Adiamento do julgamento

O julgamento dos ex-policiais militares Glauco Sérgio Soares do Bonfim e José Luciano Souza de Queiroz, acusados de assassinar o advogado Francisco Di Angellis Duarte de Morais, foi adiado. A sessão, que ocorreria nesta quinta-feira (30), foi remarcada para o dia 4 de novembro. O adiamento foi solicitado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), que reforçou a necessidade da presença imprescindível de uma testemunha para o esclarecimento dos fatos.

O crime que chocou Fortaleza

O advogado Francisco Di Angellis foi morto a tiros na noite de 6 de maio de 2023, na porta de sua casa, no bairro Parquelândia, em Fortaleza. As investigações apontam que o crime foi minuciosamente planejado. Dias antes da execução, os réus teriam instalado um rastreador no veículo da vítima para monitorar seus passos e garantir o sucesso da emboscada. Ambos responderão por homicídio qualificado e associação criminosa.

Reviravolta sobre o suposto mandante

O empresário Ernesto Wladimir de Oliveira Barroso, que chegou a ser denunciado pelo Ministério Público sob a acusação de ter encomendado o crime, não irá a júri popular. A Justiça cearense decidiu pela impronúncia, alegando falta de provas robustas que conectassem o empresário diretamente aos ex-PMs. Embora o MPCE sustentasse que o crime teria sido motivado por uma disputa envolvendo o pagamento de R$ 800 mil — valor que teria sido entregue pelo empresário ao advogado para que matérias sobre seu patrimônio fossem retiradas do ar —, a magistratura entendeu que não há elementos concretos, como registros telefônicos ou mensagens, que comprovem o vínculo entre Ernesto e os executores.

Passado dos réus

A dupla que vai a julgamento possui histórico criminal que preocupa as autoridades. Glauco Sérgio já respondia por posse irregular de arma de fogo. Já José Luciano acumula registros por homicídio, lesão corporal e porte ilegal de arma. Após a decisão de levá-los a júri popular, a defesa chegou a recorrer, mas desistiu da medida, tornando o julgamento inevitável.


Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução.

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