A Justiça do Ceará oficializou, nesta terça-feira (1º), que a policial militar Júlia Natália Girão e seu marido, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, enfrentarão o banco dos réus pelo assassinato do soldado Raphael Sampaio da Silva. O corpo da vítima foi encontrado baleado e carbonizado dentro de um veículo no município de Itaitinga, na Grande Fortaleza.
Farsa desmascarada
A denúncia, apresentada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) no final de agosto, aponta que o casal não apenas executou o crime, mas também forjou um suposto sequestro da policial para despistar as investigações. O casal responderá por homicídio duplamente qualificado — por motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima —, além de destruição de cadáver e fraude processual.
Motivação passional e premeditação
As investigações da Polícia Civil revelaram que o crime teria sido motivado por um relacionamento extraconjugal entre a soldado Júlia e o soldado Raphael. Segundo o inquérito, Júlia teria, inclusive, pago para trocar sua escala de serviço para trabalhar no mesmo plantão que a vítima na noite do ocorrido.
Cronologia de um crime cruel
Câmeras de segurança e sistemas de monitoramento foram fundamentais para derrubar a versão do casal. Os registros mostram o momento exato em que o carro de Raphael para próximo à casa dos suspeitos, seguido pela aproximação do veículo de Antoneudo. Instantes depois, clarões de disparos são registrados antes que os veículos deixem o local em direção a Itaitinga.
A farsa caiu por terra quando imagens flagraram o casal deixando a filha na escola e visitando uma oficina mecânica em horários nos quais Júlia alegava estar mantida em cárcere privado, vestindo a mesma roupa que usava ao ser encontrada pela polícia após a encenação do sequestro. O processo segue agora em segredo de Justiça.
Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução

