Reviravolta no caso Curió
A Justiça do Ceará determinou a anulação da condenação do policial militar José Wagner Silva de Souza referente aos crimes de tortura física e psicológica cometidos durante a Chacina do Curió, ocorrida em 2015 em Fortaleza. Com a decisão, o réu deverá enfrentar um novo julgamento pelos atos praticados contra três das vítimas daquela noite trágica.
Entenda o caso
A Chacina do Curió, que completou quase uma década, é um dos episódios mais violentos da história recente do Ceará. Na ocasião, 11 pessoas foram assassinadas na periferia da capital, em um ato que, segundo o Ministério Público, foi motivado por uma vingança pela morte de um policial. A maioria das vítimas eram jovens sem qualquer antecedente criminal.
Argumentos da defesa
A decisão da desembargadora Maria Edna Martins pontuou que, em diversos pontos da denúncia, não houve provas concretas ou identificação pessoal que vinculassem os policiais aos locais específicos de tortura. A defesa, representada pelo advogado Magno Aguiar, sustentou que os réus estavam cumprindo ordens de superiores para realizar diligências de inteligência em busca dos responsáveis pela morte do policial Serpa, e não participando voluntariamente da chacina.
Sentenças anuladas
Além de José Wagner, a Justiça também anulou a sentença do tenente José Oliveira do Nascimento, que havia sido condenado anteriormente a 210 anos de prisão por 18 crimes, incluindo homicídios e tortura. O tribunal acatou o recurso da defesa, que alegou que a condenação inicial estava em desacordo com as provas apresentadas nos autos, abrindo caminho para que o caso seja reavaliado por um novo júri.
Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução.

