A Justiça Eleitoral confirmou a manutenção das prisões preventivas de três vereadores de Sobral, detidos durante a Operação Omertá. Os parlamentares, identificados como Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (Pode) e Mario Vicktor (União), são suspeitos de envolvimento em um esquema de influência de facções criminosas nas eleições de 2024 e 2026. Além da prisão, o judiciário determinou o afastamento dos legisladores de suas funções pelo prazo inicial de 180 dias.
Entenda o esquema do ‘pedágio’ eleitoral
As investigações, conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Eleitoral, revelaram uma prática criminosa onde membros de facções cobravam valores exorbitantes — denominados de “pedágio” — para permitir que candidatos realizassem campanha em determinados bairros de Sobral. Segundo o inquérito, o custo para acessar áreas dominadas pelo crime chegava a R$ 30 mil para quem não possuía mandato e R$ 60 mil para parlamentares que buscavam a reeleição.
Coação e controle territorial
Além da extorsão financeira, o grupo criminoso utilizava ameaças e coação para manipular a escolha dos eleitores, interferindo diretamente na democracia local. A operação também alcançou uma policial militar, casada com um chefe de facção, que foi alvo de mandados de busca e apreensão e afastada de seu cargo por suspeita de ligação com o esquema.
O que dizem os envolvidos
A defesa dos parlamentares informou que aguarda acesso integral aos autos do processo para se manifestar. Por sua vez, a Câmara Municipal de Sobral declarou, por meio de nota oficial, que acompanha os desdobramentos do caso e que adotará as medidas administrativas e institucionais necessárias à medida que for notificada formalmente pelas autoridades competentes.
Edição: Portal Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução

