Decisão após polêmica
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, comunicou nesta quinta-feira (3) que deixará oficialmente a sociedade no Instituto Iter. A instituição, focada em cursos de capacitação e pós-graduação executiva, tem sido alvo de atenção devido a contratos firmados com órgãos públicos.
Destino das cotas
Em nota oficial, o ministro esclareceu que nunca obteve lucros com o empreendimento, que ajudou a fundar em novembro de 2023. Mendonça informou que cederá suas cotas e as de sua esposa, Janei Mendonça, garantindo que qualquer valor decorrente dessa participação seja revertido para finalidades sociais e educacionais.
Mudança no modelo institucional
O Instituto Iter passará por uma transformação estrutural, deixando de ser uma empresa privada para se tornar uma entidade sem fins lucrativos. A medida, tomada em conjunto com o presidente do instituto, Victor Godoy Veiga — ex-ministro da Educação —, visa reforçar a vocação acadêmica da instituição. Mendonça seguirá colaborando com o instituto, mas apenas na função de professor.
Contratos sob suspeita
A decisão ocorre em um momento de escrutínio sobre o instituto. Reportagem da Revista Fórum aponta que a organização firmou, desde sua criação, pelo menos 55 contratos com órgãos públicos em 14 estados, totalizando R$ 10,8 milhões. A maioria desses acordos teria sido realizada por contratação direta, sem licitação. O Instituto Iter ainda não se manifestou sobre os questionamentos levantados pela imprensa.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

