ministro marco buzzi 05092021.jpg sergio amaral stj

Ministro do STJ é incluído em investigação sobre venda de sentenças

Brasil e Mundo Polícia

Investigação sobre venda de sentenças ganha novo desdobramento

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a inclusão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, no inquérito que apura um esquema de venda de sentenças. A decisão foi tomada pelo ministro relator Cristiano Zanin, dentro dos desdobramentos da Operação Sisamnes, conduzida pela Polícia Federal.

Embora o caso tramite sob segredo de Justiça e os detalhes específicos das suspeitas contra o magistrado não tenham sido revelados, o inquérito original investiga a exploração indevida de sistemas internos do STJ. A suspeita é de que servidores tenham vendido informações privilegiadas sobre minutas de votos a terceiros.

Contexto das investigações e denúncias

A Operação Sisamnes ganhou tração em maio deste ano, quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nove pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção, violação de sigilo e exploração de prestígio. Marco Buzzi, vale ressaltar, já se encontra afastado de suas funções oficiais devido a um processo paralelo em que responde por acusações de assédio sexual.

O ministro é investigado por um episódio ocorrido em janeiro deste ano, em Balneário Camboriú (SC), onde teria tentado agarrar a filha de amigos durante um passeio na praia. Posteriormente, o caso ganhou novos contornos após uma ex-funcionária terceirizada de seu gabinete também registrar denúncia por assédio contra o magistrado.

O que diz a defesa

Em nota oficial, a defesa de Marco Buzzi negou que o ministro tenha ciência de qualquer investigação relacionada à venda de sentenças. Os advogados enfatizaram que o magistrado não mantém vínculo com as atividades profissionais de seus familiares e reforçaram o impedimento legal que o proíbe de julgar processos em que parentes atuem.

“A defesa esclarece que o ministro não tem nenhuma relação com atividades profissionais de seus familiares. Também afirma não ter conhecimento da investigação e nem sequer de que ele seja investigado”, concluiu a nota.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Itarema Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *