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Mulher presa por gravar vídeo íntimo com adolescente enviou mensagens de cunho sexual a ele, diz família do jovem

Ceará Polícia

Mensagens Prévias e Alerta da Família

A mulher de 27 anos, identificada como Thays Benício Carneiro, presa sob a acusação de estupro de vulnerável em Aurora, no interior do Ceará, já mantinha contato de cunho sexual com o adolescente de 13 anos antes da gravação do vídeo. Segundo depoimentos da família do jovem à Polícia Civil, mensagens comprometedoras trocadas entre os dois haviam sido descobertas recentemente.

Preocupados com a situação, os familiares chegaram a procurar e confrontar Thays sobre as conversas. Na ocasião, a mulher negou veementemente qualquer interesse no garoto. Contudo, apenas dois dias após essa abordagem, o vídeo íntimo gravado por ela começou a circular em aplicativos de mensagens, gerando forte comoção e revolta entre os moradores da cidade.

A Dinâmica do Crime e a Prisão

O crime ocorreu no dia 8 de julho. Aproveitando-se de que o adolescente estava sozinho em casa, Thays foi até a residência e registrou o ato sexual. A Polícia Civil aponta que a gravação teve um objetivo premeditado: o vídeo foi feito para ser enviado a um ex-companheiro da mulher, com a clara intenção de provocar ciúmes.

Com o vazamento e a rápida repercussão das imagens, a suspeita foi detida no dia 18 de julho. Após passar por audiência de custódia, o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) converteu sua prisão em preventiva, garantindo que ela permaneça detida durante as investigações. O caso corre em rigoroso segredo de Justiça para preservar a integridade do menor.

Indiciados por Compartilhar o Vídeo

O desdobramento das investigações conduzidas pela Delegacia de Aurora resultou no indiciamento de outras duas pessoas por espalharem o conteúdo nas redes sociais: o próprio ex-companheiro de Thays e uma amiga dela, que recebeu o material do ex e ajudou a disseminá-lo. O indiciamento confirma que a polícia reuniu provas suficientes da participação de ambos no crime cibernético.

O portal Itarema Direto reforça um importante alerta de utilidade pública: de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), produzir, armazenar ou compartilhar cenas de sexo envolvendo menores é crime grave (artigos 240 e 241-A), com penas que podem chegar a oito anos de reclusão. Além disso, a legislação brasileira é taxativa ao classificar como estupro de vulnerável qualquer ato libidinoso com menores de 14 anos, independentemente de suposto consentimento da vítima.


Edição: Portal Itarema Direto.

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